A ilha esta vazia. Perdida em
algum lugar entre as brumas. Na minha memoria ou no fundo do mar? Não ouço pássaros ao longe, nem sussurros de
uma língua antiga casualmente trazidos pelo vento. E nem mesmo o vento
ruminando as folhas das arvores parece ainda habitar ali. Nem o perigo
espreitando as ruínas ancestrais. Não há luz nas casas, nem animais correndo
para a floresta densa, nem fantasmas no cemitério e nem archotes acessos no
castelo transbordando de luz a noite de incertezas. A névoa secou em sua fonte
e tudo agora é visível e desprovido de mistérios. Todos foram embora. O mistério
é entender o que os levou.
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